Pedro perguntou: “Senhor, essa parábola que contas é só para nós ou é também para toda a gente?” (Lucas, 12:41)

O idoso playboy estava na sacada de sua linda mansão em Los Angeles, sentado em uma poltrona e olhando o sol se pôr. Semblante triste e olhos vermelhos, marejados de lágrimas. Na mão, um copo de uísque de 50 anos.

Nascido em família bilionária, bonitão e simpático, o playboy ficou famoso por ser o maior garanhão da história. Nunca trabalhou um minuto e dedicou sua longa vida somente ao sexo. Havia transado com centenas de milhares de mulheres, dentre todo tipo de gente: das mais famosas celebridades até a velhinha esperando o ônibus.

Mesmo outros famosos garanhões como Mick Jagger e Wilt Chamberlain eram amadores perto dele. Faturou mulheres de toda classe social, com todo tipo de corpo, de todas as cores, de qualquer lugar. Desde que completou 14 anos de idade, não deixava passar uma. Era um verdadeiro prodígio.

Mesmo hoje, aos 93 anos, continuava sexualmente ativo como era aos 20 anos, graças aos milagres da medicina moderna, da fama e dos bilhões. Diariamente, filas de moças circulavam na sua mansão. Tinha até sala de espera, organizada pelo seu fiel mordomo, tão idoso quanto ele.

Apesar da riqueza, da beleza e de suas proezas sexuais, o playboy sempre foi um homem triste. Frequentemente chorava pelos cantos. Apesar de ser simpático, seu riso durava pouco. Quando estava só, nunca sorria. Quem realmente o conhecia sabia que era um homem profundamente infeliz.

Nesse dia, o seu fiel mordomo, que deu umas beiçadas escondidas no uísque de 50 anos, criou coragem e resolveu perguntar ao seu patrão o porquê de toda aquela tristeza.

O playboy levantou os olhos cheios de lágrimas, mirou dentro dos olhos do fiel mordomo, hesitou um tempo e disse:

- Meu velho amigo, tem um pensamento que sempre me assombra... A espécie humana tem 200 mil anos e o mundo tem hoje 8 bilhões de pessoas... Eu tento, tento, mas é impossível... Estou sempre triste pensando em todas as mulheres que eu não comi.