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Mostrando postagens de novembro, 2022

O homem que procrastinou a própria morte

Essa é a história do maior procrastinador que já existiu. Começou desde a barriga da mãe, de onde saiu por cesárea só aos 10 meses de gravidez. Desde pequeno era muito enrolado. Demorava para fazer tudo. Saía atrasado para aula. Chegava atrasado em casa. Perdia todos os prazos e horários. Comia o almoço só na hora do jantar. E o jantar na hora do café da manhã. Sempre atrasado. Sempre para trás. Fez faculdade com muita dificuldade e depois de muitos anos de agonia. Irritava os colegas e os professores com sua enrolação. Arrumou uma namorada (iniciativa dela) e sempre deixava a coitada esperando. Procrastinou tanto para pedir em casamento que acabou ficando sozinho. Felizmente passou num concurso público e conseguiu um emprego estável. Procrastinava o dia todo. Para não perderem a paciência, os chefes nem passavam mais trabalho para ele. Mesmo assim, ele dava um jeito de procrastinar o fazer nada. Depois de muitos anos, finalmente aposentou-se. Como enrolava para gastar dinheiro, acabou...

Mais vale um gosto do que uma carroça de abóbora

O homem acordou cedo. Se vestiu, foi para cozinha e passou um café.  Lá fora, a noite chegava ao fim. Um novo dia estava chegando. Pegou uma xícara e saiu para a varanda. Deu alguns passos para o quintal, subiu em uma pequena elevação no terreno e olhou para Leste.  Daquele ponto era possível ver a barra do dia no horizonte distante.  Ficou ali um tempo, respirando fundo. Viu a alvorada. Viu o sol nascer.  Terminou o café e suspirou. Abriu um sorriso sereno. O homem estava finalmente livre.  Totalmente, completamente livre. Teve uma vida cheia de trabalho, de estudo, de lutas, de correria. Família, filhos, chefes, clientes, preocupações, crises econômicas, arrochos, ditaduras. Sobreviveu e proveu, dentro da lei. Um cidadão exemplar. Seus filhos agora estão criados, felizes. Cada um correndo atrás da própria vida. Cresceram com condições muito melhores do que as dele. Deixou um mundo melhor para os seus e para os outros ao seu redor.  O homem agora estava fi...

Pedro perguntou: “Senhor, essa parábola que contas é só para nós ou é também para toda a gente?” (Lucas, 12:41)

O idoso playboy estava na sacada de sua linda mansão em Los Angeles, sentado em uma poltrona e olhando o sol se pôr. Semblante triste e olhos vermelhos, marejados de lágrimas. Na mão, um copo de uísque de 50 anos. Nascido em família bilionária, bonitão e simpático, o playboy ficou famoso por ser o maior garanhão da história. Nunca trabalhou um minuto e dedicou sua longa vida somente ao sexo. Havia transado com centenas de milhares de mulheres, dentre todo tipo de gente: das mais famosas celebridades até a velhinha esperando o ônibus. Mesmo outros famosos garanhões como Mick Jagger e Wilt Chamberlain eram amadores perto dele. Faturou mulheres de toda classe social, com todo tipo de corpo, de todas as cores, de qualquer lugar. Desde que completou 14 anos de idade, não deixava passar uma. Era um verdadeiro prodígio. Mesmo hoje, aos 93 anos, continuava sexualmente ativo como era aos 20 anos, graças aos milagres da medicina moderna, da fama e dos bilhões. Diariamente, filas de moças circula...